Transtornos alimentares são problemas que podem afetar qualquer pessoa, de qualquer sexo ou idade. Entretanto, pesquisas comprovam que o diagnóstico em mulheres é muito mais recorrente que em homens. No caso da bulimia, por exemplo, um estudo do jornal americano The New York Times apontou que 85% dos casos são do sexo feminino, o que preocupa não só as autoridades da saúde, mas também a sociedade.

A bulimia, ou bulimia nervosa, como também é conhecida, é um transtorno que afeta as relações e comportamentos do indivíduo com os alimentos. Só no Brasil, anualmente, são diagnosticados dois milhões de casos, a maioria deles mulheres e jovens.

Uma das grandes razões que ocasionam a doença é a necessidade que a pessoa sente em se adequar em um padrão de beleza imposta pela sociedade. O indivíduo passa a apresentar comportamento obsessivo em relação ao alimento, o que acaba afetando a saúde mental e física da pessoa.

O que é a Bulimia

Bulimia é um distúrbio caracterizado por episódios incontroláveis e recorrentes na ingestão de alimentos, seguida de uma reações que visam evitar o ganho de peso. Na maioria das vezes isso é feito através de vômitos forçados, uso de laxantes ou diuréticos, jejum prolongado e até a prática de atividade física em excesso.

Na mente de quem sofre com o transtorno, a maior preocupação é com a aparência. E a distorção da imagem que o indivíduo tem de si mesmo pode agravar a situação.

A bulimia muitas vezes é confundida com a anorexia, entretanto, enquanto na primeira a pessoa ingere o alimento para depois forçar a saída dele, o segundo caso é caracterizado pela recusa em se alimentar. Os outros sintomas de ambas são muito parecidos, como obsessão pelo peso, imagem corporal distorcida e métodos alternativos para emagrecer.

bulimia

Assim como a anorexia, a bulimia também é autodiagnosticável, pois a própria pessoa pode perceber os sintomas da doença sem a necessidade de um médico ou exame laboratorial. Entretanto, é essencial o acompanhamento de um médico para que seja indicada a melhor forma de tratamento. Para o diagnóstico clínico é preciso fazer um levantamento do histórico do paciente, uma análise dos hábitos alimentares e estudo psicológico.

Segundo o DSM.IV, o manual de diagnóstico e estatística dos transtornos mentais, quando a pessoa apresenta dois episódios por semana de ingestão descontrolada de alimentos, durantes pelo menos três meses, ela já pode ser diagnosticada com bulimia.
Sinais e sintomas da Bulimia

Os sinais da bulimia muitas vezes não são tão claros como os de outras doenças e transtornos. Por isso, é muito importante que amigos e familiares também fiquem atentos aos sintomas apresentados por um ente querido. Entre os mais comuns, estão:

⦁ Alteração do peso: a pessoa sofre mudança no seu peso corporal, com ganho ou perda de peso de forma intencional;
⦁ Ingestão exagerada de alimentos em um curto espaço de tempo;
⦁ Atividade física exagerada com o intuito de evitar o aumento de peso;
⦁ Uso de laxantes ou diuréticos para evitar o aumento do peso;
⦁ Dietas constantes sem um acompanhamento médico;
⦁ Imagem corporal distorcida;
⦁ Jejum por longos períodos;
⦁ Vômitos forçados;
⦁ Autoestima alterada;
⦁ Estresse recorrente principalmente com assuntos relacionado ao peso.

O quanto antes esses sinais forem percebidos, maiores são as chances de se iniciar um tratamento efetivo. Uma grande preocupação dos médicos é que a bulimia pode ocasionar outras doenças psicológicas, como depressão e ansiedade.

bulimia 01

Causas da Bulimia

Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de bulimia, mas as causas sociais são as maiores responsáveis, garantem os médicos. A pressão da sociedade e, muitas vezes familiar, por um padrão de beleza corporal pode criar no individuo um pensamento obsessivo pelo peso. Aliado a problemas comuns ao cotidiano e a necessidade de ser aceito pelos outros, a bulimia surge muitas vezes como uma alternativa radical para se adequar às características desejadas.

Fatores de risco da Bulimia

Como falamos anteriormente, a bulimia é uma doença que pode atingir pessoas de qualquer idade, sexo e classe social. Entretanto, há alguns fatores de risco que podem influenciar diretamente no aparecimento do transtorno, principalmente no sexo feminino. Entre eles, estão:

⦁ Situações complicadas em fases críticas da vida;
⦁ Pressão social e da própria família;
⦁ Jovens podem apresentar o quadro de bulimia mais fácil que outras idades, pois é nessa época da vida que se busca ser aceito por grupos sociais;
⦁ Parentes que já tenham apresentado essa doença ou algum outro transtorno similar;
⦁ Apresentação de outros transtornos alimentares, como compulsão;
⦁ Deficiência de serotonina, hormônio diretamente relacionado à sensação de prazer, também é apontada como uma das possíveis causas do distúrbio.

Tratamentos da Bulimia

Um dos grandes problemas da bulimia é que muitas pessoas ao perceberem que apresentam o quadro da doença, escondem o problema. Isso pode acontecer por vergonha ou por saber que isso pode atrapalhar o objetivo de atingir o padrão de beleza imposto pela sociedade.

Mas quando a pessoa entende que o tratamento é o melhor caminho e conta com a ajuda da família e amigos, a ajuda médica vai ser muito mais efetiva. O tratamento desse transtorno exige acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, que incluem médicos, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas. Conheça os principais tipos de tratamentos da bulimia:

bulimia 02

Medicamentos

Os antidepressivos são os medicamento mais utilizados no tratamento do transtorno, especialmente em casos em que outros distúrbios sejam apresentados, como depressão e ansiedade. Entretanto, a substância deve ser indicada por um medico especialista, pois a dosagem deve ser adequada às necessidades do paciente.

Em razão da bulimia ser um transtorno relacionado à alimentação, é muito comum algumas pessoas se automedicarem com remédios indicados por amigos ou familiares. Mas essa atitude pode ocasionar outros problemas de saúde, além de atrapalhar o processo de tratamento.

Terapia cognitivo-comportamental

A psicoterapia cognitivo-comportamental apresenta ótimos resultados a longo prazo, quando vários métodos e medicamentos são usados associados.

A bulimia é uma patologia de comportamento alimentar caracterizada por limitações dietéticas autoimpostas, padrões extremos de alimentação que geram uma perda de peso excessiva. E através da terapia, tais comportamentos da vítima podem ser reprogramados para que haja o retorno do equilíbrio alimentar na vida do indivíduo.

Cada tratamento vai ser adequado de acordo com as necessidades do paciente, por essa razão pessoas com bulimia não devem se automedicar. A bulimia é um transtorno sério e que precisa ser acompanhado por profissionais qualificados no assunto.

Hipnoterapia

A hipnoterapia tem surgido como mais uma alternativa para o tratamento de diversos distúrbios físicos, psicológicos e comportamentais, inclusive a bulimia. Com o auxílio da hipnose clínica, o indivíduo consegue se livrar de comportamentos e pensamentos prejudiciais, como a obsessão pelo corpo perfeito apresentada por distúrbios como a bulimia e a anorexia.

Não deixe para depois

Quem sofre com a bulimia acaba sendo prejudicado principalmente no seu convívio social quando a doença não é tratada da maneira correta. Devido aos seus sintomas, o comportamento apresentado pelo portador muitas vezes pode ser confundido com outras doenças, como anorexia, ou apenas obsessão pelo corpo. Mas a bulimia é um distúrbio muito grave e que atinge milhões de pessoas todos os anos.

A Clínica Viva conta com unidades em Recife (masculina e feminina) e Brasília, e oferece planos de tratamento para a bulimia, com uma abordagem multidisciplinar, utilizando terapia cognitivo-comportamental e especialistas em psiquiatria e nutrição.

Nós aceitamos os mais diversos planos de saúde com o intuito de atender às necessidades de cada pessoa. Se você sofre com bulimia ou conhece alguém que sofre, não deixe para depois, busque ajuda. Quanto mais cedo tratado, mais efetiva será a recuperação.

Clique aqui e agende uma consulta de avaliação conosco.