A ansiedade é um sentimento bastante comum e que está presente em nossas vidas quase que diariamente. Isso acontece porque todos os dias temos diversas tarefas para fazer, o que acaba gerando a sensação de que as 24 horas não são suficientes para resolvê-las. No entanto, precisamos ter cuidado para que essa ansiedade não se agrave e acabe se transformando na Síndrome do Pânico.

Segundo dados do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, cerca de 10% da população brasileira pode sofrer crises de pânico sem um motivo aparente, e cerca de 3,5% dessas pessoas sofrem ataques repetidos, gerando alterações no comportamento que podem causar a recorrência de um sentimento de medo intenso.

Neste artigo, vamos entender o que é a Síndrome do Pânico, seus sintomas, causas, fatores de risco e tratamentos existentes.

sindrome do panico

O que é a Síndrome do Pânico

A Síndrome do Pânico é um tipo de transtorno de ansiedade. Nesse tipo específico, o indivíduo sente ansiedade e ao mesmo tempo se apavora com as suas reações e sintomas. Nesse transtorno, a vítima sofre com crises intensas e inesperadas de desespero e medo de que algo ruim venha a acontecer, mesmo que não hajam motivos ou sinais aparentes para isso.

A rotina da vítima que sofre com a Síndrome do Pânico é constantemente afetada, pois o indivíduo após ter os primeiros ataques, passa a viver com medo de tê-los novamente e evita passar por situações que ele acha que possam gerar novas crises. Os sintomas do problema podem ser semelhantes aos de um ataque cardíaco e podem ocorrer até durante o sono.

É importante que saibamos separar os medos normais dos ataques de pânico. O estresse causado pelo medo normal geralmente é gerado quando enfrentamos situações desconhecidas ou que nos deixam desconfortáveis. Já as crises de pânico são ondas de medo inesperadas que surgem sem aviso prévio, mesmo em situações que estamos confortáveis e relaxados.

Vamos agora entender e conhecer quais são as causas desse problema.

Causas da Síndrome do Pânico

Embora as causas exatas da Síndrome do Pânico sejam desconhecidas, a ciência acredita que um conjunto de fatores e traços de personalidade desencadeiam o desenvolvimento do transtorno. Confira quais são:

  • Genética
  • Estresse
  • Temperamento suscetível ao estresse
  • Mudanças na forma como o cérebro reage a determinadas situações
  • Tendência de preocupação excessiva
  • Necessidade de estar sempre no controle das situações
  • Expectativas altas
  • Repressão de sentimentos negativos
  • Negação de que haja algo errado
  • Ocupação constante
  • Grandes responsabilidades
  • Alto grau de autocobrança
  • Má aceitação de erros e imprevistos

Embora a resposta do corpo a situações de perigo esteja envolvida na ocorrência das crises de pânico, ainda não há uma resposta exata que explique o porquê delas ocorrerem em situações que não há sinal algum de perigo iminente.

sindrome do panico 01

Fatores de risco da Síndrome do Pânico

As crises da Síndrome do Pânico costumam se iniciar entre o final da adolescência e o início da vida adulta. No entanto, elas também podem ocorrer após os 30 anos ou durante a infância. Nesse último caso, o diagnóstico só pode ser feito após o indivíduo ficar adulto.

O problema costuma afetar mais mulheres do que homens e pode ser desencadeado por alguns fatores de risco:

  • Situações de estresse extremo
  • Morte ou adoecimento de um ente querido
  • Mudanças radicais na rotina
  • Histórico de abuso sexual na infância
  • Passar por experiência traumática, como um acidente.

Pesquisas constatam que se um gêmeo idêntico tem Síndrome do Pânico, em 40% das vezes o outro também terá. No entanto, o problema pode se manifestar sem que haja histórico familiar dele.

Sinais e sintomas da Síndrome do Pânico

Existem muitos sintomas da Síndrome do Pânico, mas para que o diagnóstico seja feito de forma efetiva, é ideal que seja realizada uma consulta com um profissional especializado para que ele faça uma avaliação detalhada.

Os picos dos ataques geralmente duram entre 10 e 20 minutos, podendo variar de pessoa para pessoa e de acordo com a intensidade do ataque. Além disso, não é incomum que alguns sintomas continuem por uma hora ou mais. É preciso ficar atento para que um ataque do pânico não seja confundido com um ataque cardíaco.

Vamos conhecer quais são os sintomas manifestados pelo transtorno:

  • Palpitações
  • Sudorese
  • Tremor
  • Sensação de falta de ar
  • Sensação de perigo iminente
  • Medo de perder o controle
  • Sensação de asfixia
  • Dor ou desconforto no tórax
  • Náusea ou desconforto abdominal
  • Medo da morte ou de tragédia iminente
  • Sensação de estar fora da realidade
  • Tontura ou vertigem
  • Formigamentos
  • Calafrios ou ondas de calor
  • Dores no peito ou desconforto
  • Dor de cabeça
  • Desmaio
  • Sensação de estar com a garganta fechando
  • Dificuldade para engolir

As pessoas que sofrem com a Síndrome do Pânico têm o seu comportamento alterado em casa, na escola e no trabalho. Por se preocuparem com os efeitos do transtorno, elas podem acabar desenvolvendo outros problemas graves, como o alcoolismo, a depressão ou abuso de drogas.

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Tratamentos da Síndrome do Pânico

O objetivo principal dos tratamentos da Síndrome do Pânico é reduzir o número de crises e a sua intensidade. O mais ideal é que seja adotada uma abordagem multidisciplinar se utilizando de medicamentos e psicoterapia para que o tratamento tenha êxito o mais rápido possível. O profissional responsável pela recuperação pode optar por um dos dois ou por usá-los em conjunto. Vamos conhecer os métodos existentes:

Terapia Cognitivo-Comportamental

A psicoterapia é vista como uma das formas mais eficazes de tratamento e geralmente é escolhida como primeira opção de recuperação. O tipo de psicoterapia que tem efeitos mais benéficos nesse tipo de transtorno é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Ela é usada para ajudar o paciente a entender e lidar com os ataques no momento em que eles acontecem. Dessa forma, o indivíduo poderá ter uma vida cotidiana normal e livre do medo de ter novas crises. Esse método se concentra na análise de padrões de pensamentos e comportamentos que sustentam ou desencadeiam os ataques de pânico.

Medicamentos

O tratamento com medicamentos inclui antidepressivos para controlar temporariamente ou reduzir alguns dos sintomas do transtorno, como inibidores seletivos da recaptação da serotonina. Com eles, os sintomas tendem a reduzir progressivamente em algumas semanas. Junto ao antidepressivo, o médico pode receitar o uso de ansiolíticos (benzodiazepínicos), utilizados apenas quando o paciente está passando por um ataque do pânico.

Hipnoterapia

A hipnoterapia tem surgido como mais uma alternativa para o tratamento de diversos distúrbios físicos, psicológicos e comportamentais, inclusive a Síndrome do Pânico. Com o auxílio da hipnose clínica, o indivíduo consegue se livrar de comportamentos e pensamentos prejudiciais, como a ansiedade que gera os ataques de pânico.

Não deixe para depois

Quem sofre com a Síndrome do Pânico acaba sendo prejudicado principalmente no seu convívio social quando a doença não é tratada da maneira correta. Devido aos seus sintomas, ela pode ser confundida com um ataque cardíaco.

A Clínica Viva conta com unidades em Recife (masculina e feminina) e Brasília, e oferece planos de tratamento para a Síndrome do Pânico, com uma abordagem multidisciplinar, utilizando terapia cognitivo-comportamental e medicamentos fitoterápicos.

Nós aceitamos os mais diversos planos de saúde com o intuito de atender às necessidades de cada pessoa. Se você sofre com Síndrome do Pânico ou conhece alguém que sofre, não deixe para depois, busque ajuda. Quanto mais cedo tratado problema, mais efetiva será a recuperação.

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