O número de mortes causadas pelo consumo de cigarro no início do século era de 4 milhões de pessoas por ano. No entanto, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), esse número aumentou para 7 milhões e em breve chegará a 8 milhões.

Segundo a entidade, metade das pessoas que fumam morrem de doenças relacionadas ao tabaco e o transtorno é considerado como a principal causa de morte evitável no planeta. A OMS também afirma que um terço da população adulta do mundo é fumante.

Vamos entender agora o que é o tabagismo, quais os seus sintomas, suas causas e os métodos de tratamento mais comuns.

O que é o Tabagismo

O tabagismo é o ato de consumir cigarros ou produtos similares que contenham tabaco, substância que tem como princípio ativo a nicotina. Essa substância é responsável por gerar dependência química e psicológica. A OMS considera o tabagismo uma pandemia (epidemia generalizada) e que deve ser combatida como tal.

Quando o indivíduo fuma, as substâncias presentes nas toxinas que compõem o cigarro chegam à corrente sanguínea e são conduzidas até o cérebro. Isso gera nele uma sensação de bem-estar desde a primeira experiência com o cigarro, estimulando a dependência. Apesar da sensação prazerosa causada pela fumaça do fumo, ela contém aproximadamente 4,7 mil substâncias químicas, das quais 60 são cancerígenas.

Sintomas do tabagismo

A Associação de Psiquiatria Americana (APA) considera que os critérios diagnósticos entre tabagismo e dependência química são similares. Entre os sintomas, podemos citar os seguintes:

Desejo incontrolável de fumar

Por dar uma sensação de bem-estar ao fumante, a nicotina causa uma vontade incontrolável no indivíduo de fumar diariamente. Deixar o ato de fumar durante algumas horas pode gerar na vítima uma sensação terrível causada pela abstinência. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), os brasileiros dependentes da nicotina costumam fumar em média 17 cigarros por dia.

Tolerância

Assim como outras formas de dependência, o tabagismo é um transtorno progressivo. Isso significa que são necessários cada vez mais cigarros para se alcançar o efeito de saciedade conseguido anteriormente com uma quantidade menor. A tolerância do indivíduo tende a aumentar continuamente, gerando no fumante a vontade crescente de aumentar a quantidade de cigarros que fuma por dia para se manter bem.

Abstinência

A interrupção de forma drástica do consumo de nicotina causa no indivíduo irritabilidade, inquietude, depressão, agitação, ansiedade, insônia, fome, falta de concentração, diminuição da frequência cardíaca, alteração de personalidade e humor, e aumento de peso.

O mal-estar causado por esses sintomas acaba afastando o indivíduo de atividades sociais antes recorrentes. A vítima acaba se afastando de situações em que ele não possa fumar, como viagens longas ou ambientes em que é proibido fumar.

Incapacidade de largar o vício

Ao perceber que o consumo está começando a afetar a sua vida, o indivíduo pode tentar largar o vício ou ao menos reduzir o consumo. No entanto, essas tentativas costumam falhar, pois a falta do cigarro causa um intenso mal-estar no indivíduo. Algumas horas sem nicotina já são o suficiente para “enlouquecer” um fumante.

Causas do tabagismo

A dependência no cigarro é causada principalmente pela nicotina. Todos os derivados do tabaco (charuto, cachimbo, cigarro de palha, cigarro comum, etc.) possuem essa substância psicoativa. O tabagismo, além de causar dependência física, também gera uma dependência comportamental que faz o indivíduo necessitar diariamente consumir o tabaco.

A queima do fumo gera uma fumaça que atravessa a faringe, a laringe, a traqueia e invade os brônquios, indo em seguida para os alvéolos pulmonares (estruturas com formato de saco altamente irrigadas por vasos sanguíneos), onde o oxigênio é trocado por gás carbônico. Chegando nos alvéolos, a nicotina entra em contato com os vasos sanguíneos, atravessa suas paredes e vão parar na corrente sanguínea.

Dependendo da intensidade da tragada, 70 a 90% da nicotina é absorvida pelos alvéolos. Caindo no interior dos vasos capilares dos pulmões, a nicotina se mistura ao sangue que será levado ao coração, para depois ser bombeado para todo nosso corpo. Esse longo processo é tão rápido que a nicotina costuma atingir o cérebro em um tempo de 6 a 10 segundos.

Enquanto a substância vai sendo metabolizada, os receptores do cérebro vão ficando vazios, fazendo com que a vontade de fumar aumente progressivamente. Desta forma, surge a abstinência no dependente.

O consumo contínuo da nicotina faz com que o indivíduo passe a precisar de doses cada vez maiores para manter o mesmo efeito alcançado anteriormente com quantidades menores. Isso acontece porque a tolerância à droga vai aumentando progressivamente. O fumante passa a ter vontade de consumir cada vez mais cigarros por dia, crescendo também o risco de contrair doenças crônicas e debilitantes.

Consequências do Tabagismo

O tabagismo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão. Além disso, o ato fumar pode gerar uma série de outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, infecções respiratórias, câncer de boca, de laringe e de estômago, leucemia, impotência sexual, bronquite, trombose vascular, aneurisma cerebral, dificuldade de aprendizado, catarata e úlcera no aparelho digestivo.

Os resíduos presentes num corpo de um ex-fumante levam em média 2 anos para serem limpos. É importante lembrar que não apenas o fumante é prejudicado pela nicotina, as pessoas que estão ao seu redor (fumantes passivos) também podem ter suas saúdes prejudicadas e desenvolver algumas das doenças citadas acima.

Tratamentos

Existem várias opções de tratamento para o tabagismo. Alguns optam por tentar abandonar o vício por conta própria, parando de fumar gradativamente. A maioria não consegue, pois largar o vício normalmente exige muito mais que força de vontade. O tabagismo é um problema psicológico.

Outros métodos costumam ser bastante efetivos, como medicamentos para terapia de reposição de nicotina, antidepressivos, hipnoterapia, e terapia cognitivo-comportamental. Entenda cada um deles:

Medicamentos

Os medicamentos para o tratamento do tabagismo devem ser prescritos de forma individualizada para cada pessoa. Eles se dividem em 3 grupos: terapia de reposição da nicotina, antidepressivos e agonistas de receptores de nicotina.

Terapia de reposição da nicotina (TRN): a TRN tem o objetivo de diminuir os sintomas da síndrome de abstinência por meio da administração da própria nicotina ao fumante, reduzindo as doses aos poucos. Para isso, temos adesivos de nicotina e gomas de mascar com a substância.

Antidepressivos: os medicamentos antidepressivos têm a função de reduzir os sintomas da abstinência de nicotina através da alteração de substâncias químicas do cérebro ligadas ao desejo de fumar. Esse tipo de medicamento pode ser utilizado de forma isolada ou juntamente com a TRN.

Agonistas de receptores de nicotina: esse tipo de tratamento age sobre o vício realizando a manutenção de níveis de dopamina, com o intuito de amenizar os sintomas da abstinência do cigarro e reduzir a satisfação do indivíduo em fumar.

Hipnoterapia

O tratamento do tabagismo com a hipnose funciona de modo que o hipnoterapeuta atua no inconsciente do fumante tornando o cigarro cada vez menos atraente. Através de sugestões hipnóticas, o profissional “reprograma” o cérebro para que o fumante perca a vontade de fumar. No entanto, o tratamento não funciona para todos, só para quem realmente deseja parar verdadeiramente.

Terapia cognitivo-comportamental

De modo geral, os indivíduos que têm dependência em nicotina acreditam que são pessoas mais relaxadas e confiantes por causa do cigarro. A terapia cognitivo-comportamental atua na modificação desse padrão de pensamento e comportamento. Além disso, o tratamento também objetiva identificar os motivos que levam o paciente a fumar. O profissional trabalha na motivação do dependente em buscar um novo estilo de vida mais saudável.

Não deixe para depois

A Clínica Viva conta com unidades em Recife (masculina e feminina) e Brasília e oferece planos de tratamento contra o tabagismo, com a prescrição de medicamentos e a realização de terapia cognitivo-comportamental.

Nós aceitamos os mais diversos planos de saúde com o intuito de atender às necessidades de cada pessoa. Se você sofre com o tabagismo ou conhece alguém que sofre, não deixe para depois. Os efeitos do tabagismo são cumulativos, de modo que quanto mais tempo de dependência, maior o comprometimento da saúde e o risco de câncer, doenças cardiovasculares, impotência e outros males.

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