Também conhecida como doença maníaco-depressiva, o transtorno bipolar é uma patologia cerebral que ocasiona alterações no humor da pessoa, na disposição e na capacidade de realizar atividades comuns do cotidiano. Ela atinge aproximadamente 4% das pessoas na fase adulta, e o número de casos diagnosticados no Brasil pode chegar a 6 milhões.

O transtorno bipolar pode ser classificado em quatro diferentes tipo, todos com alterações significativas de humor e na energia da pessoa. O período em que a doença aflora, conhecido como “episódio maníaco”, se destaca por a pessoa ficar mais energizada ou triste que o comum. Os períodos mais brandos são chamados de “episódios hipomaníacos”.

O que é o Transtorno Bipolar

O Transtorno Afetivo Bipolar, também é conhecido por transtorno bipolar ou depressão maníaca. Essa doença mental grave é caracterizada por alterações extremas do humor, como falamos brevemente acima.

Embora as oscilações de humor sejam comuns na vida das pessoas, isso não significa que a doença esteja presente. O que diferencia o transtorno bipolar é a intensidade dessa condição, pois ela dura mais tempo e é capaz de afetar condições psicológicas e físicas do indivíduo.

Além disso, as alterações de humor na maioria das pessoas são causadas por motivos racionais, como um problema familiar, estresse no trabalho ou outras situações que ocorram ao longo do dia. No caso do transtorno bipolar isso ocorre sem um motivo aparente.

transtorno bipolar 01

O transtorno aparece, na maioria das vezes, no final da adolescência, aproximadamente aos 18 anos de idade. Mas há casos em que a doença inicia seu desenvolvimento ainda na infância, na própria adolescência ou até mesmo muito mais tarde, próximo aos 60 anos. Pelo fato de ainda não existir uma cura para a patologia, a pessoa diagnosticada deve se tratar durante toda a vida.

Conheça os principais tipos do Transtorno Bipolar

O transtorno bipolar é classificado em quatro tipos, todos de acordo com o DSM.IV e o CID-10, (manuais internacionais de classificação diagnóstica). São eles:

Transtorno Bipolar I – definido por episódios maníacos que duram ao menos 7 dias, ou por sintomas maníacos mais graves em que sejam necessários cuidados hospitalares imediatos. Em muitos casos é comum ocorrer episódios depressivos, com duração média de pelo menos duas semanas.

Transtorno Bipolar II – definido por um padrão de episódios depressivos e episódios hipomaníacos (casos mais leves de euforia, excitação, otimismo e em alguns casos agressividade) excluindo os episódios citados no transtorno bipolar I.

Transtorno bipolar não especificado ou misto: embora os sinais e sintomas indiquem o aparecimento da doença, eles não são suficientes para classificar a patologia em uma das classificação anteriores.

Transtorno ciclotímico: é o quadro mais leve da doença, marcado por oscilações de humor até mesmo durante um único dia. As pessoas podem apresentar sintomas de hipomania e de depressão leve, sinais que podem ser entendidos por outras pessoas como características de instabilidade.

Sinais e sintomas do Transtorno Bipolar

Quem tem transtorno bipolar apresenta episódios de intensidade fora do comum, alterações no sono e comportamentos incomuns. Esses períodos são chamados de “episódios de humor”, e são drasticamente diferentes dos modos e comportamentos apresentado por outras pessoas. Outros sinais e sintomas que podem ser percebidos no indivíduo que tem transtorno bipolar, são:

No episódio maníaco: sentir-se exaltado, ter muita energia, sentir-se nervoso, fala agitada, pensamento muito mais rápido que o normal, tentar fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo.

Episódio hipomaníaco: ter pouca energia, sentir-se triste, desmotivação para fazer as atividades, ter insônia e dificuldade para dormir, problemas de concentração, alteração de apetite, ter pensamentos suicidas.

transtorno bipolar

Como falamos anteriormente, os sinais podem variar de pessoa para pessoa, podendo apresentar, em alguns casos, hipomania ou episódio maníaco. Durante um episódio hipomaníaco, o indivíduo pode se sentir muito bem, ser bastante produtivo e desempenhar bem suas atividades.

Embora a própria pessoa não perceba que algo está errado, os amigos e familiares mais próximos são os que mais notam as sutilezas da doença, principalmente as mudanças de humor. Quem tem hipomania pode agravar a doença e ter mania severa ou até mesmo depressão caso um tratamento adequado não seja aplicado.

Causas do Transtorno Bipolar

As causas da doenças ainda são incertas, mas especialistas já revelaram que fatores genéticos, alterações em regiões do cérebro e nos níveis de vários neurotransmissores são alguns dos motivos.

Outros fatores relevantes são os externos, em que pessoas com predisposição à doença são expostas, como estresse no trabalho ou em outras atividades do cotidiano. Entre as causas, também aparecem remédios inibidores de apetite, como anorexígenos e anfetaminas, e até mesmo disfunção na tireóide.

Fatores de risco do Transtorno Bipolar

Médicos e pesquisadores estão estudando as possíveis causas do transtorno bipolar, tendo em vista que não há uma certeza absoluta na origem nem na cura da doença. A maioria deles concorda que não há uma única causa, mas sim uma junção de fatores de risco e predisposições, como:

Estrutura e funcionamento do cérebro: estudos mostram sinais claros nas diferenças das atividades cerebrais entre quem apresenta o transtorno bipolar em comparação a indivíduos sãos. Estudar essas particularidades é o que ajuda os cientistas a identificarem padrões e poderem seguir uma linha de estudo para desvendar os mistérios da patologia.

Fatores genéticos: alguns estudos identificaram padrões genéticos em pessoas que têm predisposição a apresentar o transtorno bipolar. Como falamos anteriormente, essa não é a única razão para ter a doença. Experiências com irmãos gêmeos, por exemplo, mostraram que embora os dois tenham a mesma carga genética, isso não quer dizer que os dois venham a ter bipolaridade.

História familiar: pesquisadores notaram que o transtorno bipolar ocorre com frequência em famílias em que algum membro já tenha a doença. Crianças que tenham a mãe ou pai bipolar têm mais chances de apresentar bipolaridade se comparadas a outras crianças em que nenhum parente tenha desenvolvido o transtorno.

transtorno bipolar 03

Tratamentos do Transtorno Bipolar

O tratamento adequado ajuda muitas pessoas, mesmo aquelas em casos mais avançados, a terem um controle maior sobre a doença. Uma metodologia de tratamento eficaz geralmente inclui a combinação de medicação e psicoterapia.

Medicamentos

Os remédios indicados no tratamento servem para ajudar na estabilização de humor, como antidepressivos. Além disso, medicamentos para o sono também são utilizados, já que há grandes possibilidades do indivíduo ter insônia e problemas para dormir.

Terapia Cognitivo-comportamental

A parte terapêutica fica a cargo de Terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapia focada na família, terapia de ritmos interpessoais e sociais, e a psicoeducação. A parte nutricional também deve ser fortalecida, e indicação de alguns suplementos para o fortalecimento imunológico auxiliam no revigoramento do indivíduo.

As terapias se mostram eficientes pois o médico vai analisar a origem do problema do indivíduo, utilizando uma abordagem mais prática e coesa. Outro objetivo é educar a pessoa a lidar melhor com o transtorno, além de preparar a família para as situações que podem ocorrer ao longo do tratamento.

Terapia Eletroconvulsiva

Outra opção de tratamento é a terapia eletroconvulsiva (ECT), indicada para casos mais graves, que consiste em aplicar corrente elétrica com o objetivo de causar alterações na atividade cerebral do paciente. Esse método tem se mostrando bastante efetivo, tendo em vista que é indolor e super seguro.

Embora episódios de mania e depressão costumem voltar ao longo dos anos, uma intervenção médica adequada vai ajudar o indivíduo a ter um maior controle nesses períodos.

Não deixe para depois

Quem sofre de transtorno bipolar acaba sendo prejudicado mentalmente, fisicamente e no convívio social. Devido aos seus sintomas, o comportamento apresentado pelo portador muitas vezes pode ser confundido com traços de uma personalidade instável. Então, os primeiros sinais devem ser observados com atenção para que a intervenção clínica comece o mais rápido possível.

A Clínica Viva conta com unidades em Recife (masculina e feminina) e Brasília, e oferece planos de tratamento para a bipolaridade, com a prescrição de medicamentos específicos para a doença, psicoeducação e psicoterapia.

Nós aceitamos os mais diversos planos de saúde com o intuito de atender às necessidades de cada pessoa. Se você sofre com o transtorno bipolar ou conhece alguém que sofre, não deixe para depois, busque ajuda. Quanto mais cedo tratado, mais efetiva será a recuperação.

Clique aqui e agende uma consulta de avaliação conosco.