Os transtornos mentais estão cada vez mais conhecidos, e dificilmente alguma pessoa nunca tenha ouvido falar em depressão, TOC ou ansiedade. Além disso, não só a popularização dessas doenças está maior, mas os diagnósticos também estão mais frequentes. Atualmente médicos especialistas dizem que uma a cada três pessoas no mundo já teve, tem ou vai ter algum tipo de transtorno psicológico.

Entre os transtornos mais comuns está o Transtorno de personalidade limítrofe, ou como é mais conhecido, borderline. E embora mais de 2 milhões de pessoas sejam diagnosticadas anualmente com essa doença, ela ainda é pouco conhecida pela população.

Assim como muitas outras patologias, não é necessário exame laboratorial para que o diagnóstico seja feito. Dessa forma, uma consulta com um profissional especializado é o suficiente para que a pessoa saiba se tem a doença ou não.

A faixa etária mais comum para o aparecimento do transtorno é no final da adolescência até próximo aos 60 anos, e ocorre com mais frequência no sexo feminino. Quando o tratamento é iniciado na fase inicial da doença, são altas as chances do quadro evoluir positivamente e melhorar significativamente a vida do paciente.

O que é Borderline

A Síndrome de Borderline, também conhecida como transtorno de personalidade limítrofe (TPL), é um distúrbio que ataca principalmente o equilíbrio emocional da vítima. Ela pode causar mudanças extremas de humor, medo do abandono, comportamentos compulsivos relacionados ao gasto de dinheiro ou a se alimentar compulsivamente.

As vítimas do distúrbio geralmente alternam entre momentos estáveis e surtos psicóticos, apresentando comportamentos descontrolados. Comumente os sintomas surgem na adolescência e se tornam mais frequentes na fase inicial da vida adulta.

Muitas vezes uma pessoa que apresenta alguns dos sintomas citados acima pode ser confundida com um quadro de bipolaridade ou esquizofrenia. Mas a intensidade e duração das manifestações do borderline são diferentes, entretanto apenas um médico especialista consegue perceber essas particularidades.

Mas isso também não quer dizer que um indivíduo não possa apresentar mais de um distúrbio ao mesmo tempo, e esse fato é um dos que pode agravar o quadro do paciente.

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A pessoa diagnosticada com borderline tende a construir relacionamentos muito intensos e confusos. Mas, com o tempo os sentimentos podem mudar, e os conceitos sobre o parceiro e outras pessoas podem atrapalhar a convivência do dia a dia.

Sinais e sintomas do borderline

Os sinais do borderline muitas vezes são confundidos com o de outros transtornos, como depressão ou ansiedade. Em muitos casos a própria pessoa não encara o fato como uma doença, o que pode dificultar ainda mais a situação.

Entre os principais sintomas e sinais do borderline, estão:

⦁ Alterações bruscas do humor ao longo do dia, que podem variar entre alegria ou tristeza;
⦁ Sentimento de desespero, podendo se transformar em raiva ou pânico;
⦁ Ansiedade;
⦁ Medo de ser abandonado por amigos, familiares ou companheiro(a);
⦁ Baixa autoestima;
⦁ Não aceitam críticas ou comentários negativos;
⦁ Pensamentos suicidas.

Os portadores dessa patologia têm medo de perder o controle sobre as suas emoções, e muitas vezes se demonstram irracionais em situações de maior estresse. Dessa forma, eles podem criar uma dependência de outras pessoas para se manterem estáveis e mais tranquilos. Em casos mais graves e estágios avançados da doença, o indivíduo pode chegar a causar mutilações no próprio corpo ou até mesmo cometer suicídio.

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Causas do Bordeline

Assim como diversas outras doenças que afetam o comportamento cerebral, as causas do transtorno de personalidade limítrofe ainda não são consensuais entre os médicos. Alguns especialistas seguem a linha de raciocínio de que traumas na infância podem explicar o aparecimento dos sinais, enquanto que outros dão mais ênfase a causas genéticas.

Além disso, fatores sociais também podem ser levados em consideração, como a maneira que o indivíduo cresce e se relaciona com amigos e familiares durante a juventude e fase adulta.

Fatores de risco do borderline

Como as causas da doença ainda são desconhecidas, torna-se mais complicado afirmar todos os fatores de risco do transtorno de borderline. Entretanto, como falamos anteriormente, fatores sociais e genéticos podem contrubuir para o desenvolvimento do borderline. Entre os principais, estão:

⦁ Fatores genéticos: essa patologia tem cinco vezes mais chances de ocorrer em uma pessoa que tenha algum parente (de primeiro grau) com a mesma doença;
⦁ Fatores sociais: médicos perceberam que pessoas diagnosticadas com borderline relataram que sofreram algum tipo de abuso ou situação traumática quando pequenos;
⦁ Distúrbio psicológico: estudos mostram que pessoas com borderline possuem significativas alterações cerebrais, principalmente em áreas que controlam os impulsos nervosos. Entretanto, indivíduos que não possuem a patologia também podem apresentar o mesmo sinal.

Tratamentos do borderline

O tratamento do borderline visa equilibrar principalmente as emoções do paciente. O processo é realizado com o uso de antidepressivos, estabilizadores de humor e calmantes, todos indicados pelo psiquiatra e equipe médica que acompanha o indivíduo.

Além dos medicamentos, é imprescindível o apoio de psiquiatras ou psicanalistas, pois eles vão ajudar a pessoa a controlar as emoções negativas, principalmente em situações de maior estresse.

Conheça os principais tipos de tratamentos do borderline

O tratamento do borderline varia de acordo com cada caso e intensidade, mas na maioria das vezes ocorre a aplicação de remédios associados a terapias comportamentais. Os médicos encontraram nesses procedimentos os melhores resultados ao longo dos anos, embora hoje em dia estudos ainda continuem em busca da forma mais efetiva.

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Terapia Cognitivo-Comportamental

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é baseada na hipótese da fraqueza cognitiva como um modo de transtorno emocional. Seu princípio se baseia na tese de que o comportamento humano é o resultado da associação dos sentimentos internos e ações a que o indivíduo está inserido.

Essa técnica se baseia em alterar o pensamento e crenças do indivíduo, a fim de construir uma nova realidade que se adeque a normalidade, além de atuar no campo emocional, estimulando a pessoa a agir de forma mais positiva.

Pelo fato do indivíduo com borderline apresentar comportamentos extremos (seja de felicidade ou tristeza) em curto espaço de tempo, a TCC se mostra muito importante para que ele consiga lidar com essas emoções.

Medicamentos: ansiolíticos e antidepressivos

Os ansiolíticos e antidepressivos são muito utilizados no tratamento de diversos transtornos, como cleptomania, depressão e borderline. Esses medicamentos agem diretamente nas funções cerebrais, ajudando a acalmar o sistema nervoso, contribuindo bastante para a evolução no quadro do paciente.

A aplicação desses medicamentos deve ser feita de forma controlada, pois há outros riscos que envolvem os remédios, como automedicação e superdosagem. Alguns dos efeitos colaterais desses medicamentos são a sonolência e a irritabilidade. Isso não quer dizer que a pessoa obrigatoriamente vá sentir esses efeitos, e alguns podem variar de acordo com o grau de intensidade da patologia.

Terapia Dialética Comportamental

Essa metodologia atua em situações mais urgentes e extremas, como quando o paciente tem pensamentos suicídas ou comportamentos agressivos (mutilação ou agressividade). Ela difere da TCC pois a TDC integra atenção plena e técnicas para melhorar a capacidade do indivíduo em tolerar o estresse e controlar emoções. Após tratar as questões mais graves, a TDC começa a agir nas emoções mais traumáticas e tentar entender a origem da doença.

Não deixe para depois

Quem sofre com borderline acaba sendo prejudicado principalmente no seu convívio social quando a doença não é tratada da maneira correta. Devido as alterações de humor, o paciente muitas vezes procura não sair em público para que não tenha que passar por situações de estresse.

Para o diagnóstico da doença é preciso que a pessoa seja encaminhada a um médico especialista, pois os sintomas do borderline facilmente podem ser confundidos com outras doenças, como depressão ou ansiedade. Então o quanto antes o indivíduo procurar ajuda, maiores serão as chances da intervenção médica obter sucesso.

A Clínica Viva Melhor conta com unidades em Recife e Brasília (masculina e feminina), e oferece planos de tratamento para o borderline, com a prescrição de medicamentos específicos para a doença.

Nós aceitamos os mais diversos planos de saúde com o intuito de atender às necessidades de cada pessoa. Se você sofre com borderline ou conhece alguém que sofre, não deixe para depois, busque ajuda. Quanto mais cedo tratado, mais efetiva será a recuperação.

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