A depressão é considerada uma doença psiquiátrica, podendo ser crônica e recorrente. Ela causa alterações de humor, gerando um sentimento de tristeza profunda, sempre associada a dor, falta de esperança, desmotivação e baixa autoestima. É fundamental que se saiba distinguir a tristeza comum a fatos ocorridos no cotidiano das pessoas à tristeza patológica, que causa danos mais graves a vida da pessoa.

O transtorno pode ter como origem a perda de um parente, demissão, desilusão amorosa, entre outras causas. Em quadros de depressão, o sentimento negativo ocorre com muita frequência, mesmo que a vida da pessoa não apresente fatos que contribuam para essa negatividade.

Uma pessoa que sofre de depressão tem oscilações de humor e perde o interesse pelas atividade do dia a dia, o que influencia negativamente no relacionamento com amigos e familiares. Vamos conhecer um pouco mais esse distúrbio.

O que é a Depressão

A depressão é uma doença que atinge aproximadamente 350 milhões de pessoas no mundo, e anualmente são registrados mais de dois milhões de casos no Brasil. Os quadros podem variar de intensidade e duração, além de poder ser classificados em três diferentes graus: leve, moderado ou grave.

Nela, há uma constante sensação de tristeza ou perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, influenciando no comportamento do indivíduo. Algumas dos indícios mais comuns são alterações de apetite, disposição, perda de sono, falta de concentração e sentimento de culpa e tristeza. Em casos mais avançados, é comum o indivíduo ter pensamentos mais intensos, relacionados a suicídio e outros atos negativos.

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Acredita-se que a patologia seja causada por vários fatores, podendo ser genética, ambiental e psicológica. Histórico de depressão na família pode acentuar o risco da pessoa em adquirir o transtorno, além da ingestão de determinados medicamentos, alterações bruscas na vida pessoa, problemas crônicos de saúde e o consumo de drogas. De todos esses fatores, especialistas indicam que 40% dos casos estão relacionado a causas genéticas.

Segundo a última classificação internacional de doenças, a depressão é dividida em: episódio depressivo (leve, moderado, grave sem sintomas psicóticos e grave com sintomas psicóticos), transtorno depressivo recorrente, distimia ou episódios depressivos recorrentes breves.

Sinais e sintomas da Depressão

Além do estado de se sentir triste e desmotivado na maior parte do dia, perder o interesse e prazer em realizar atividades do cotidiano, outros sintomas da patologia são:

⦁ Alteração do peso: a pessoa sofre mudanças no seu peso corporal, com ganho ou perda de peso de forma não intencional;
⦁ Alteração no sono: o depressivo pode ter insônia ou até mesmo sonolência excessiva quase todos os dias;
⦁ Problemas psicomotores: pode ocorrer uma agitação ou apatia dos movimentos, também de forma frequente;
⦁ Cansaço: a pessoa pode ter fadiga ou perda de energia corriqueiramente, ficando sem vontade e disposição para atividades do dia a dia;
⦁ Perda de foco: o depressivo tem dificuldade em se concentrar nas suas atividades, além de perder a habilidade de pensar e raciocinar;
⦁ Pensamentos suicidas: ideias recorrentes referentes a suicídio ou morte;
⦁ Baixa auto estima: o depressivo fica desmotivado e com pensamentos negativos em relação à própria imagem.

Por muito tempo os sinais não eram notados pelas pessoas, até mesmo por quem já sofria desse mal. Os sintomas muitas vezes eram ignorados ou desconsiderados pelas pessoas. Entretanto, a imagem da doença atualmente vem sendo mais estudada e mais casos estão sendo diagnosticados mais precocemente, o que auxilia no tratamento e processo de cura.

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Causas da Depressão

Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, e a doença pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilhos para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: as anfetaminas), etc.

Ao contrário do que a maioria pensa, os fatores psicológicos e sociais, na maioria das vezes, são consequências e não causas da depressão. É importante destacarmos que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição genética. As mulheres parecem ser mais vulneráveis aos estados depressivos em virtude da oscilação hormonal a que estão expostas principalmente no período fértil.

Fatores de risco da Depressão

Como falamos anteriormente, a depressão é uma doença que pode atingir pessoas de qualquer idade, sexo e classe social. Entretanto, há alguns fatores de risco que podem influenciar diretamente no aparecimento do transtorno. Entre eles, estão:

⦁ Situações complicadas em fases críticas da vida;
⦁ Relacionamentos abusivos, traumas ou estresses que ocorram constantemente na vida da pessoa;
⦁ Trauma de algum fato ocorrido na infância ou juventude;
⦁ Ter parentes que já tenham apresentado essa doença ou algum outro transtorno similar;
⦁ Apresentação de outros distúrbios ou transtornos mentais, como ansiedade, transtorno alimentar ou estresse pós-traumático;
⦁ Uso abusivo de álcool ou outros tipos de drogas;
⦁ Uso de alguns medicamentos, principalmente de maneira irregular ou sem prescrição médica.

Tratamentos da depressão

Muitas pessoas (se não a maioria) que possuem depressão desconhecem ou não procuram ajuda médica especializada, mesmo que seja possível o tratamento efetivo. O processo geralmente envolve uma medicação específica, receitada por pelo menos um ano para evitar recaídas, e em alguns casos com o acompanhamento de mais de um médico.

Psicoterapia e medicamentos

A depressão pode durar poucas semanas ou até mesmo anos. Quando alguém passa por uma crise depressiva, há grandes chances do episódio voltar a ocorrer novamente mais adiante. Na maioria dos casos, o tratamento é feito com a ajuda de um psiquiatra e o psicólogo. O medicamento utilizado é o antidepressivo, pois eles auxiliam na regulação química cerebral. Atualmente, esse é o método mais eficaz de tratamento contra a depressão, pois a terapia auxilia o indivíduo a buscar atividades que lhe causem prazer enquanto que o medicamento controla as crises.

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Através da abordagem clínica é possível identificar os conflitos e fazer o paciente encarar e sair da fase de abatimento e desmotivação. Em paralelo a isso, já foi comprovado cientificamente que atividades físicas, acupuntura e a musicoterapia auxiliam na recuperação de pessoas que sofram da doença.

A fim de evitar o transtorno, os médicos indicam um conceito de vida saudável, com a prática de exercícios e uma dieta regulada e equilibrada. Além disso, é preciso que as pessoas entendam a necessidade de praticar atividades prazerosas ao lado de amigos e familiares, pois isso gera consequências no corpo e na mente que evitam o aparecimento de transtornos dos mais diversos tipos.

Hipnoterapia

A hipnoterapia tem ganhado bastante força no combate a vários tipos de transtornos. Através de sugestões hipnóticas, o profissional é capaz de auxiliar o paciente a reprogramar comportamentos e apresentar bons resultados diante do problema. No entanto, esse tipo de tratamento costuma não ser muito acessível, sendo mais comum e efetivo o tratamento com a psicoterapia e medicamentos.

Não deixe para depois

Quem sofre de depressão acaba sendo prejudicado principalmente no seu convívio social quando a doença não é tratada da maneira correta. Devido aos seus sintomas, o comportamento apresentado pelo portador muitas vezes pode ser confundido com tristeza ou desânimo, então os primeiros sinais devem ser observados com atenção.

A Clínica Viva Melhor conta com unidades em Recife (masculina e feminina) e Brasília, e oferece planos de tratamento para a depressão, com a prescrição de medicamentos específicos para a doença e psicoterapia.

Nós aceitamos os mais diversos planos de saúde com o intuito de atender às necessidades de cada pessoa. Se você sofre com depressão ou conhece alguém que sofre, não deixe para depois, busque ajuda. Quanto mais cedo tratado o problema, mais efetiva será a recuperação.

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