Não é muito difícil escutar alguém dizer “não consigo ver uma prateleira desarrumada que eu logo quero arrumar. É um TOC”. Por mais que essa situação seja sim um dos sinais da patologia, o Transtorno Obsessivo Compulsivo vai além de uma vontade de ver as coisas organizadas ou de não conseguir ficar com as mãos sujas.

Diferente dessas manias, o TOC, como é mais conhecido, leva o indivíduo a agir de forma incontrolada, onde ele não consegue agir conscientemente. Os portadores dessa doença sentem a necessidade de realizar movimentos compulsivos para aliviar a ansiedade e incômodo causados pela enfermidade.

O que é o TOC

O TOC, ou transtorno obsessivo compulsivo, é caracterizado por pensamentos, medos e comportamentos compulsivos, todos eles irracionais. Ele costuma ser relacionado ao medo de germes, doenças ou a necessidade de organizar objetos e coisas, da maneira que lhe é conveniente. Os sintomas surgem e vão evoluindo de forma lenta e gradual, o que dificulta o diagnóstico precoce.

O diagnóstico é feito geralmente através de algumas observações, que só podem ser realizadas por profissionais especializados para garantir precisão ao diagnóstico. Os sintomas podem ser comportamentais, como hiperatividade, hipervigilância ou impulsividade, por exemplo, ou alterações de humor, como ansiedade, apreensão ou ataque de pânico. Além de sintomas psicológicos, como medo, obsessões e compulsões.

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O enfermo com TOC acaba se prejudicando principalmente em âmbito social quando a doença não é tratada. Devido aos seus sintomas, o comportamento apresentado pelo portador gera estranheza a outras pessoas, causando sua exclusão de muitas situações e relações.

Sinais e sintomas do TOC

Os sinais do TOC são mais claros se comparados aos de outras síndromes e transtornos, pois o indivíduo muitas vezes não consegue esconder de amigos e familaires o problema enfrentado. Pelo fato dos movimentos serem repetidos e aparentes, é mais fácil identificar a presença da doença.

Entre os principais sintomas e sinais do TOC estão:

⦁ Hiperatividade;
⦁ Hipervigilância;
⦁ Impulsividade;
⦁ Alterações de humor;
⦁ Compulsões;
⦁ Obsessões;
⦁ Medos.

Como falamos anteriormente, muitos desses comportamentos podem ser apresentados por pessoas que não possuem o transtorno, a diferença está na frequência, intensidade e na falta de controle sobre os atos. Por essa razão, é muito importante ficar atento aos primeiros sinais da doença, pois ela vai evoluindo com o tempo, então quanto antes a intervenção médica iniciar, melhor para o paciente.

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Causas do TOC

Embora o TOC tenha se tornado alvo de diversos estudos por parte dos especialistas, ainda não foi encontrada uma razão específica para o aparecimento do transtorno. Entretanto, causas multifatoriais são indicadas como razão do problema.

O hormônio serotonina também já foi apontado como uma das causas, já que exames laboratoriais em pacientes com o transtorno apontaram uma baixa produção desse agente. Além disso, associação com outras doenças e histórico familiar também são influentes no aparecimento.
Fatores de risco do TOC

Assim como diversos transtornos que afetam as condições cerebrais do paciente, os fatores de risco do TOC estão associados a condições psicológicas e genéticas. Algumas dessas condições são:

⦁ Estrutura cerebral afetada em determinadas regiões;
⦁ Histórico familiar;
⦁ Trauma de risco na infância.

Tratamentos do TOC

Um dos problemas do Transtorno Obsessivo Compulsivo é a necessidade de um diagnóstico especializado, pois só um médico capacitado está apto a fazer isso. Em seguida, o profissional vai poder direcionar o paciente para um tratamento adequado às necessidades do indivíduo.

O tratamento é feito com a aplicação de medicamentos ao mesmo tempo que ocorre o acompanhamento psicológico. Os remédios mais utilizados são os antidepressivos e ansiolíticos, pois eles atuam diretamente nas funções neurológicas do paciente.

Conheça os principais tipos de tratamentos do TOC

O tratamento do TOC varia de acordo com cada caso, e a intensidade e avanço da patologia são fundamentais para entender qual o melhor procedimento a ser aplicado. Na maioria das vezes ocorre a aplicação de remédios (ansiolíticos) associados a terapias comportamentais. Ao longo dos anos médicos e especialistas identificaram na associação desses métodos as melhores alternativas para os pacientes.

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Terapia Cognitivo-Comportamental

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é baseada na hipótese que a fragilidade cognitiva é uma maneira de causar o transtorno emocional. Seu princípio se baseia na tese de que o comportamento humano é o resultado a associação dos sentimentos internos e ações a que o indivíduo está inserido.

A TCC se baseia em alterar o pensamento e crenças do indivíduo, com o intuito de construir uma nova realidade que se adeque à normalidade, além de atuar no campo emocional, estimulando a pessoa a agir de forma mais positiva.

Medicamentos: ansiolíticos e depressivos

Como falamos anteriormente, os ansiolíticos e depressivos são muito utilizados no tratamento do TOC, principalmente pelo fato deles terem efeito calmante. Eles agem diretamente nas funções cerebrais, ajudando a equilibrar o sistema nervoso do paciente.

A aplicação desses medicamentos deve ser feita de forma controlada, pois há outros riscos que envolvem os remédios, como automedicação e superdosagem. Alguns dos efeitos colaterais desses medicamentos são: sonolência, irritabilidade, dependência química ou física.

Não deixe para depois

Quem sofre com TOC acaba sendo prejudicado principalmente no seu convívio social quando a doença não é tratada da maneira correta. A pessoa muitas vezes busca se isolar da sociedade, pois tem vergonha do seu comportamento. Em alguns casos o indivíduo tem receio de ser contaminado pela sujeira dos ambientes urbanos, fato que agrava a situação.

A Clínica Viva conta com unidades em Recife (masculina e feminina) e Brasília, e oferece planos de tratamento para o transtorno obsessivo compulsivo, com a prescrição de medicamentos específicos para a doença e atividades que podem ajudar a reestabelecer o lado emocional do indivíduo.

Nós aceitamos os mais diversos planos de saúde com o intuito de atender às necessidades de cada pessoa. Se você sofre com transtorno obsessivo compulsivo ou conhece alguém que sofre, não deixe para depois, busque ajuda. Quanto mais cedo tratado, mais efetiva será a recuperação.

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