Quando o termo “dependência química” vem à tona em alguma conversa, muitas pessoas tendem a rejeitar o assunto ou até mesmo falam conceitos pré-definidos pela sociedade que acabam sendo estereótipos ultrapassados.

Isso porque a dependência em si é considerada um tabu que a população tenta evitar conversar sobre, mas a verdade é que é extremamente necessário ter esse diálogo aberto e honesto em relação às drogas e ao vício que elas trazem consigo.

É um fato consumado: a dependência química existe em todos os ambientes que você possa imaginar, além de, infelizmente, continuar crescendo cada vez mais. Não é nem um pouco difícil conhecer pessoas dentro do seu círculo social que são viciadas nos mais diversos tipos de drogas, por exemplo.

Há muitos motivos que despertam a presença da dependência de fato, e é sobre isso que iremos falar no artigo.

O que leva alguém até a dependência química?

É impossível conversar sobre a dependência química sem citar os problemas que podem ser os causadores do vício. Você sabia que a saúde do corpo está diretamente ligada à saúde da mente?

Pois bem, a saúde mental é o pontapé inicial para o bem-estar ou não das pessoas. A partir do momento em que alguém sente que não está bem psicologicamente, ele se torna muito mais sensível à ideia de experimentar alguma substância. Caso isso aconteça, é bastante provável que o vício se instaure com mais facilidade ainda.

Para entender o que há por trás da dependência química, é preciso pensar com empatia, de forma que você consiga se colocar no lugar da vítima e entender o por quê dela estar naquela situação.

Transtornos psicológicos como depressão e ansiedade são extremamente comuns em quem está enfrentando a situação do vício, justamente porque as drogas conseguem fazer com que o indivíduo acredite que elas são a saída ou que são a melhor opção de vida.

As pessoas que possuem depressão, ansiedade, borderline, transtorno bipolar e outras doenças enxergam o mundo de outro jeito, ou seja, na maioria das vezes, não são capazes de ver as coisas positivas ao seu redor.

É importante lembrar que isso não é motivo para elas levarem a culpa total, afinal, se estivessem completamente saudáveis, com certeza não escolheriam o caminho do vício.

Além dos problemas psicológicos, o dependente químico pode ter outro perfil: vai a muitas festas, conhece muita gente, quer parecer descolado e, principalmente, é jovem.

Jovens entre 16 e 30 anos são muito suscetíveis a consumirem drogas em festas, bares e locais onde seus amigos também ingerem as substâncias. A insegurança de ser excluído ou visto como careta, ou até mesmo o medo de não conseguir se encaixar no grupo é capaz de fazer os jovens experimentarem as drogas e, consequentemente, se tornarem viciados.

Mulher fumando cigarro

Fonte: Pexels

Como a dependência química influencia a saúde mental

Já falamos sobre o que há por trás antes de alguém se tornar um dependente, mas agora é o contrário: o que acontece depois que a dependência química se instala de vez no indivíduo?

Quando uma pessoa está sob efeito das drogas, ela tem a sensação de que seus problemas desaparecem. A felicidade, prazer e relaxamento não passam de uma grande ilusão – na verdade, é um mundo solitário, sombrio e fatal. Após o fim dos efeitos, o indivíduo percebe que está de volta à realidade que tanto tentou evitar.

É aí onde mora o problema.

A saúde mental do viciado, já frágil, fica confusa e entra em um colapso existencial: “se eu não quero estar onde estou, com a minha vida e os meus problemas, continuarei ingerindo as drogas que preciso para fugir da realidade”.

Ao mesmo tempo em que isso acontece, o vazio e os pensamentos suicidas começam a crescer cada vez mais, pois a saúde física já não está nas melhores condições, influenciando a mente do indivíduo.

Imagine os famosos que já foram a público com os seus problemas com a dependência química. Lembre-se de que, apesar de serem tão conhecidos, eles são absolutamente solitários e reclusos da maioria das pessoas justamente por conta da fama.

Por não estarem na melhor forma mentalmente, acabam encontrando nas drogas um ponto de refúgio de todas as angústias que sentem. No entanto, sabemos que as substâncias químicas trazem dezenas de prejuízos e problemas para a vida de quem as consome.

O vício em drogas, juntamente com os transtornos psicológicos, acabam formando um ciclo vicioso no qual o indivíduo luta bastante para conseguir sair, muitas vezes não conseguindo de maneira efetiva.

Por isso, essas pessoas devem ser acolhidas da melhor forma pela família, pelos amigos e por uma clínica de reabilitação especializada no assunto.

braços livres de algemas

Fonte: Lechenie Narkomanii/Pixabay

Tratamento para a dependência química

Como dissemos mais acima, é preciso encarar o indivíduo que possui o vício de maneira empática, para que seja possível entender o que há por trás da dependência química. As pessoas com problemas com drogas precisam de um tratamento físico, para conseguir desintoxicar, como também necessitam de um tratamento psicológico que os ajudem a reparar o vazio que os preenche.

Apesar de parecer confuso, chega um momento onde o dependente vive com um vazio no peito, e isso acaba sendo a única coisa que eles conhecem, mas não pode acontecer por muito tempo. Afinal, depois de um período, essa ilusão acaba se tornando a realidade deles, o que é extremamente perigoso para suas vidas.

Sabendo que a dependência química muda todos os lados da personalidade do indivíduo, as pessoas ao redor dele devem demonstrar todo o apoio possível, inclusive dando forças para que ele procure uma ajuda específica.

A Clínica Viva Melhor possui tratamentos para dependência química e outros tipos de transtorno. Nós ajudamos a salvar centenas de vidas nos mais de 10 anos de existência, com uma equipe especializada e multidisciplinar preparada para atender a todo mundo que precisar de ajuda.

Se você conhece alguém que passa por problemas com a dependência química, entre em contato conosco através dos números:

(61) 3244-1810 | Brasília/DF
(81) 3032-4567 | Recife/PE
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