Quando se fala em distúrbios alimentares, muitas pessoas têm ideias pré-concebidas sobre o assunto, ou não sabem muito bem sobre o que se trata, pois o tema é considerado um tabu e, muitas vezes, não é bem representado na mídia.

Para realmente entender como funcionam os distúrbios alimentares, é necessário saber como eles aparecem e se desenvolvem, afinal, não é algo que acontece do nada. A verdade é que os distúrbios alimentares são construções sociais, o que significa que as informações que as vítimas recebem ao longo da vida vão construindo visões sobre o mundo e elas mesmas.

Apesar de ser um tema complexo, é algo que precisa ser conversado. Por isso, continue lendo o artigo para saber como os distúrbios alimentares se desenvolvem.

Mulher magra com cabelos longos

Fonte: Lum3n.com / Pexels.com

O início de todos os distúrbios alimentares

A maioria das pessoas que sofrem com os distúrbios alimentares são jovens mulheres. É claro que isso não exclui os outros grupos, mas o risco maior do aparecimento da doença é em mulheres na faixa dos 13 aos 26 anos de idade. Isso se dá pelo que essas mulheres vão escutando, vendo e percebendo ao longo da vida.

Imagine a seguinte situação: você é uma criança e começa a ver propagandas em revistas, internet, televisão e outros meios que incentivam um corpo ideal. Esse ideal, óbvio, não é nem de perto o mais comum na sociedade. São imagens de modelos que ou são a exceção por terem nascido com o corpo naturalmente magérrimo, ou possuem algum distúrbio alimentar.

Você passa a sua vida inteira consumindo essas informações e aprendendo a odiar o próprio corpo, por não ter as mesmas medidas daquelas mulheres que estampam as grandes campanhas no mundo todo. Um dia, “do nada”, você se olha no espelho e não se agrada de nada do que vê em sua frente.

Talvez sem perceber que isso está diretamente ligado à todas as informações que você recebeu durante tantos anos, você é levada para o perigoso mundo das dietas. Dessa forma, distúrbios alimentares como anorexia e bulimia aparecem, ganhando força nas vítimas que estão com o psicológico balanceado, por conta de problemas como baixa autoestima, por exemplo.

Mulher extremamente magra

Fonte: Olenka Kotyk / Unsplash.com

Como é a rotina de quem tem distúrbios alimentares?

Para simplificar um assunto tão complexo, iremos falar sobre os dois tipos de distúrbios alimentares mais comuns: anorexia e bulimia, que são as duas vertentes mais conhecidas e representadas na mídia.

Muitas pessoas têm anorexia e bulimia ao mesmo tempo, já que estas, de uma forma ou de outra, se completam. No entanto, existem várias mulheres que só possuem uma, pois acabam enxergando desvantagens na outra. É muito comum, por exemplo, ouvir alguém com anorexia afirmando que também não tem bulimia porque forçar o vômito traz diversas consequências negativas para o corpo. Algumas delas são: gastrite, amarelamento dos dedos, feridas no estômago, inflamação na garganta e vômitos com sangue.

Mesmo assim, ter “apenas” anorexia é um perigo do mesmo jeito, afinal, não é nada saudável passar dias sem comer. A rotina de uma pessoa anoréxica pode ser resumida em três palavras: contagem de calorias. É exatamente isso que a vítima faz o tempo inteiro. Uma simples ida ao mercado, por exemplo, pode levar horas, pois ela não consegue comprar nenhum produto sem antes olhar as calorias e outras informações na embalagem.

Mas a verdade é que esses são os pouquíssimos alimentos que o indivíduo consome. É comum vê-lo bebendo muita água, mascando chiclete e ingerindo líquidos como café sem açúcar e chás durante dias a fio. Isso porque são bebidas com baixo teor calórico, o que significa que é do interesse dele manter essa rotina.

Além disso, os exercícios físicos são fortes aliados para os anoréxicos e bulímicos, fazendo com que eles ponham em prática até quando não possuem mais forças, por conta da desnutrição.

Medição de cintura feminina

Fonte: Pexels.com

Enquanto isso, a rotina de quem tem bulimia é baseada, além também da contagem de calorias, em um ciclo vicioso de compulsões alimentares e vômitos forçados. Depois de comer de forma impulsiva, consumindo grandes quantidades de comida em um curto espaço de tempo, a pessoa se sente tão culpada que acaba correndo para o banheiro botar para fora todos aqueles alimentos.

A culpa e o nojo de si mesmo é tão grande que o indivíduo não enxerga outra alternativa a não ser expelir tudo aquilo. Ele começa a falar de si com nojo, se colocando como uma pessoa obesa (mesmo estando muito abaixo do peso) que não é capaz de controlar algo que, na verdade, é incontrolável, afinal, todos nós precisamos comer para sobreviver.

Quando a doença chega nesse ponto, é notável que além de nutricionistas e médicos da saúde física, é necessário também cuidar da mente, pois esses pensamentos acabam virando verdade em uma cabeça que claramente não está bem. Com profissionais da saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, o indivíduo estará preparado para quebrar todas as informações distorcidas sobre imagem corporal que recebeu durante toda a sua vida. Com isso, ele poderá verdadeiramente melhorar – não somente o corpo, mas também a sua visão do mundo e de si mesmo.

Tratamento dos distúrbios alimentares

Sabendo que os distúrbios alimentares são capazes de danificar o corpo e a saúde mental das vítimas, é essencial procurar um apoio médico. Uma boa opção é investir em uma clínica de recuperação que saiba lidar com as dificuldades de um tratamento tão específico como o tratamento de anorexia e bulimia.

A Clínica Terapêutica Viva Melhor possui tratamentos para distúrbios alimentares, compulsão alimentar, dependência em internet, depressão, ansiedade, síndrome do pânico, borderline, transtorno obsessivo compulsivo e outros tipos de distúrbios psíquicos físicos e dependência química.

Nós já ajudamos a salvar centenas de vidas nos mais de 10 anos de existência. Possuímos uma equipe especializada e multidisciplinar preparada para atender a todos que precisam de auxílio para sair dessa situação complicada!

Se você quer saber mais sobre distúrbios alimentares ou conhece alguém que passa pelos problemas discutidos no artigo, entre em contato conosco através dos números:

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