Você sabe o que é fobia social? Conhece ou convive com alguém do seu dia a dia que sofre com esse transtorno? Tem curiosidade para entender como funciona essa doença tão comum, mas tão pouco falada na sociedade? Leia esse artigo para saber mais!

Antes de tudo, é necessário desmistificar algo que muitas pessoas ainda acreditam ser verdade: que a fobia social é a mesma coisa de timidez. A realidade é que isso não passa de um mito, afinal, são duas coisas completamente diferentes. Fique atento às características que diferem um transtorno do outro:

Timidez é quando uma pessoa se sente desconfortável ao lidar com novas pessoas e situações. Já a fobia social, também conhecida como transtorno da ansiedade social, é uma condição muito mais grave, acontecendo quando alguém sente esse mesmo desconforto e medo de forma intensa. Ou seja, pode-se afirmar que a diferença entre os dois distúrbios é a gravidade da fobia, mesmo eles tendo sintomas em comum.

Por falar nisso, você sabe quais são os sintomas da fobia social?

Fobia Social dificuldades

Fonte: JJ Jordan / Unsplash.com

Sintomas da fobia social

A partir do momento em que a pessoa se encontra em alguma situação social que a deixe desconfortável, os sinais de que algo não está bem são facilmente perceptíveis. Como falamos anteriormente, tanto a fobia social como a timidez apresentam sintomas bem parecidos, quase iguais. O que difere mesmo é a intensidade. Em momentos em que é preciso interagir com outros indivíduos, esses são os sintomas psicológicos demonstrados pela pessoa:

  • Vontade de fugir
  • Medo intenso
  • Muito nervosismo
  • Insegurança extrema
  • Confusão mental, como esquecer o que estava prestes a falar ou fazer, por exemplo
  • Preocupação intensa
  • Ansiedade

No entanto, a fobia social também apresenta sintomas físicos, que são os mais percebidos pelos outros. Entre eles, estão:

  • Náuseas ou dor no estômago
  • Batimento cardíaco acelerado
  • Falta de ar
  • Tontura ou vertigem
  • Diarreia
  • Tensão muscular
  • Suor
  • Tremores

Além disso, existem sintomas que se conectam um com o outro. Por exemplo, ao perceber que está vermelho, suando, tremendo ou com a voz trêmula (sintomas físicos), o indivíduo fica ainda mais preocupado pensando que está passando por constrangimentos (sintomas psicológicos, como a ansiedade). Isso acontece porque um dos principais sinais da fobia social é autoconsciência extrema.

Ou seja, a pessoa está constantemente pensando, de forma deturpada, que os outros estão analisando e julgando cada palavra e movimento que ela fizer. Com isso, esquece de coisas que parecem simples para quem não tem a doença, como andar ou falar com alguém.

Em casos mais extremos, a pessoa que possui a fobia social não consegue olhar nos olhos das pessoas, fixando a visão em um ponto no chão, parede ou teto do ambiente, e pode chegar até a desmaiar. Quando isso acontece, é necessário demonstrar apoio à vítima e fazê-la entender não somente que ela precisa de ajuda para tratar esse distúrbio, mas também que ter a doença não é motivo de vergonha ou inferioridade.

Lembre-se: a principal diferença entre a timidez e a fobia social está na magnitude dos sintomas que aparecem quando o indivíduo se expõe a alguma situação que teme. Muitas vezes, é tanto sofrimento que a pessoa chega ao ponto de evitar todo e qualquer tipo de contato social, o que prejudica o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Fobia social como se desenvolve

Fonte: Artur Rutkowski / Unsplash.com

Como a fobia social se desenvolve?

Até aqui, dá para perceber que a fobia social é muito mais profunda do que a timidez, ou seja, as raízes da doença são bem mais fortes do que a timidez. Por isso, para entender como esse transtorno aparece e se desenvolve, é preciso olhar para o passado da pessoa e identificar os eventos que desencadearam o distúrbio.

Partindo do princípio que a fobia social tem como a base a autoestima muito baixa, não é difícil compreender o medo extremo de ser rejeitado ou julgado pelas pessoas. Quem sofre com o transtorno tem pavor da possibilidade de não ser “bom o suficiente” para alguém ou em alguma situação.

A fobia social pode ocorrer de duas formas: desenvolvida e crônica.

No caso da fobia social desenvolvida, é um lado da doença que acaba sendo natural. As crianças passam por ela quando se deparam com novas situações e pessoas. Entretanto, quando vai crescendo e amadurecendo, desenvolve a capacidade de lidar melhor com as novidades que aparecem durante a vida.

Já a fobia social crônica, também chamada de ansiedade social crônica, é bem mais intensa e não desaparece conforme essa criança cresce. Na verdade, a pessoa acaba aprendendo a evitar certas situações, mesmo que se prejudique na escola, faculdade, ambiente de trabalho ou até mesmo na vida pessoal. Para ela, o importante é não passar pelo nervosismo e “constrangimento” que essas situações provocam.

Acontecimentos como falar em público, comer em lugares públicos, ser o centro das atenções, ir em encontros e fazer provas, por exemplos, são verdadeiros gatilhos para quem tem fobia social.

Os fatores de risco são pessoas que:

  • Já sofrem traumas, como bullying, rejeição, humilhação, conflitos familiares ou abuso sexual;
  • São naturalmente tímidas e contidas;
  • Possuem gagueira, algum tipo de desfiguração facial ou em outras partes do corpo, e outras doenças visíveis.
Fobia social tratamento

Fonte: Helena Lopes / Unsplash.com

Tratamento para a fobia social

Sabendo que a fobia social pode ser causada por doenças como ansiedade, síndrome do pânico, depressão e outros distúrbios psicológicos, é mais do que necessário procurar um apoio médico. Uma boa opção é investir em uma clínica de recuperação que saiba lidar com as dificuldades de um tratamento tão específico como o tratamento da fobia social.

A Clínica Terapêutica Viva Melhor possui tratamentos para ansiedade, síndrome do pânico, depressão, distúrbios alimentares, compulsão alimentar, dependência em internet, borderline, transtorno obsessivo compulsivo e outros tipos de distúrbios psíquicos físicos e dependências químicas.

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